Kadú Guariente, é músico, escritor e compositor.Atua desde 1991 nas áreas artísticas e humanas. Se você tem banda(nacional ou internacional) e quer ver seu trabalho divulgado neste blog, por favor envie-nos o seu release completo com fotos digitais para kaduguariente@yahoo.com.br e nós o divulgaremos.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Duas Grandes Surpresas do Rock no Cinema em 2010
Pessoal botem a pipoca na panela e uma caixa de cerveja para gelar, pois quem gosta de documentários e filmes sobre o Rock como eu certamente irão se esbaldar:
A primeira surpresa foi de uma banda que nunca imaginei estar nas telas do cinema: The Runnaways, a primeira e genuína banda Feminina de Hard Rock da história. Joan Jett e Lita Ford ganham destaque no filme com atores interpretanto o que fora escrito em livro pela ex-membra da banda Cherry.
Mas o mais surpreendende é que depois da décadas, um show com DVD bombástico gravado no Brasil em 2003, finalmente o Trio canadense terá o seu documentário definitivo: A história completa da banda, com depoimentos de monstros do Rock como Gene Simmons(Kiss), Billy Corgan(Smashing Pupkims),Vinnie Paul(Pantera), Mark Portnoy(Dream Theater),Taylor Hawkins(Foo Fighters).
Pois chegou a hora e a vez de nós Tiozões(galera dos 35 para frente) termos vez no segmento de Hollywood.
sábado, 1 de maio de 2010
Um Convite do Percussionista Pedro Sá
Caros,
Convido a todos para o Recital Homenagem a Luiz D'Anunciação que eu, Pedro Sá, Janaína Sá e Pedro Moita apresentaremos no Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Av. Pasteur, 250, 2º andar, no dia 24 de maio próximo, às 19 horas, com Entrada Franca! Essa série tem a curadoria do Professor da Escola de Música da UFRJ, Luiz Senise.
Luiz D’Anunciação (1926) é decano da percussão no Brasil e responsável por gerações de percussionistas que atuam nas mais diversas orquestras sinfônicas e universidades em nosso país e no exterior. Com Celso Woltzenlogel criou o Duo Instrumentalis e com Sonia Maria Vieria o Duo Percussão de Câmara. É autor do trabalho Os Instrumentos Típicos Brasileiros na Obra de Villa-Lobos, publicado pela Academia Brasileira de Música, e tem mais de 22 títulos publicados sobre o aprendizado da percussão no Brasil.
Pouco se conhece acerca de sua obra solo e camerística para percussão. Pedro Sá, Professor de Percussão da Escola de Música da UFRJ e 1º Timpanista da Orquestra Petrobrás Sinfônica é seu discípulo há 25 anos e organiza este recital convidando dois destacados nomes de sua atual geração de alunos: Janaína Sá e Pedro Moita. O objetivo é apresentar ao público algumas composições de D’Anunciação, tanto para instrumentos brasileiros como tamborim de samba e pandeiro estilo brasileiro, bem como para tímpanos, vibrafone e marimba, esses últimos ainda praticamente desconhecidos em nosso país.
PROGRAMA
Pequena Suíte para Vibrafone (1995-96)
Motivos Nordestinos (Suíte) (1975)
I. Cantiga de Violeiro
Um Choro para Radamés (1996)
Solo nº 5 para Triângulo, Pratos a dois e Prato suspenso (2007), dedicado a Pedro Moita
Divertimento para Tom-tons (1986)
Divertimento para Pandeiro estilo brasileiro (1992)
Duo Pandeiro estilo brasileiro e Xilofone (2007), dedicado a Pedro Sá
Suíte Sequencias – Samba se Escreve (1982)
Trio de Percussão: Pedro Sá, Janaína Sá e Pedro Moita
Abraços,
Pedro Sá
Professor de Percussão, Escola de Música da UFRJ,
1º Timpanista e chefe do naipe de Percussão da Orquestra Petrobrás Sinfônica.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Jazz no Cemitério todas as terças...
Felipe Barthem, Mizão e super jazz band todas as terças na Vila Cultural Cemitério de Automóveis.
Boa pedida...
sexta-feira, 26 de março de 2010
O Estranho Mundo da Música Instrumental Londrinense - Part I
Eduardo Batistela poderia hoje ser com a maior tranquilidade músico acompanhante de estrelas da música internacional. Acompanhando os rastros dos músicos Londrinenses na década de oitenta fez história em bares como o Clube da Esquina e o Valentino(conforme a foto acima acompanhando a baixista paulistana Miriam Vargas).Colaborou com o "bussiness sertanejo" todo o tipo de duplas possíveis e imaginavéis(Teodoro e Sampaio foi uma delas).Em seu lado rock podemos vê-lo acompanhando a intrigada malha sonora da Patife Band de Paulinho Barnabé e a MPB de vanguarda de astros como Arrigo Barnabé, Rita Ribeiro e de vários astros locais como Bernardo Pellegrini & Bando do Cão Sem Dono e todas as bandas que animavam a noite Londrinense como a banda Matéria Prima, Beco,Banda Azul.
Mas é no seu lado instrumental que ele atingiu o apice de sua forma. Gênio incoteste e "bipolar"(como ele mesmo autodenomina suas indas e vindas,sumiços e conversões cristãs), Edu passou a ser reverênciado pela extrema técnica de suas baquetas e por uma performance arrasadora tanto ao vivo como em gravações.
A composição dele DNA em parceria com o compositor contemporâneo e guitarrista de free jazz Guto Caminhoto é um grande recital de bateria, acompanhado dos samplers de uma sonoridade orgânica impar, onde Guto consegue capturar na essência a mente percussiva de Edu, com doses de contemporaneidade musical oriundas de suas experiências com o Free Jazz, o Fusion e a música eletro-acústica. Ou seja, a dissipação do neurônio acumulado...
D.N.A. - Eduardo Batistela e Guto Caminhoto
Continuando este estranho mundo, este é o tipo de música em Londrina que há época apenas um pequeno e seleto segmento apreciava, principalmente na década de 80 quando o Essência, grupo instrumental formado pelos mesmos Eduardo Batistela e Guto Caminhoto junto a Victor Lazzarini e Wagner Nogueira levantavam fumaça de seus amplificadores.
Talvez este seja o único registro em Audio deste grupo disponível na internet, gravado em 1986 no Teatro Filadélfia.
O Retorno Espiral - Essência
sexta-feira, 12 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A Lendária Banda UquiahDibõ esta de volta!
Uma das melhores bandas de MPB de Londrina está de volta! Uquiah Dibô que foi formada na década de 90 com músicos de renome na cidade como o Tonho(vocais), Alex Sanches(percussão),Isaias(baixo), agora completadas nesta nova formação com os lendários Kleber Vaillant e Paulinho Sacca(respectivamente guitarra e bateria), já retomam suas atividades nos bares clássicos de Londrina como o Valentino. Com este novo show, somente com músicas de Gilberto Gil e quem não teve a oportunidade de conhecê-los, irá ser surpreender com a qualidade desta moçada! Eu assino em baixo por que já toquei com todos eles..
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
John Stein Raising The Roof - Zé Nazário:Um Palmeirense Over The Top!!
Confesso que o primeiro baterista de Jazz que ouvi na minha vida foi o afro-americano Art Blackey e o baterista de Dave Brubeck Joe Morello.Isso lá pelos meus doze anos de idade, quando o amigo do meu pai Seu Antonio Vitor(baterista de Paraguaçu Paulista, radicado por anos em Londrina e Maringá e que fez história nas noites da década de 60 e inicio dos 70 em boates como a Paddock e o Casarão), me trazia as fitas gravadas com clássicos como Take Five, Caravan(da Buddy Rich Orchestra) e Moanin do Art Blackey&Jazz Mensagers.Ele foi a pessoa que me introduziu a bateria e me dava aula de compassos e de como tocar em 5/4, 2/4 e 4/4 me ensinando como se tocava um samba cruzado, um jazz waltz e bossa nova.Na verdade acho que o Seu Antonio Vitor me via como o filho baterista que ele não teve, pois via em mim um entusiasmo por música, tanto por rock, quanto por qualquer tipo de música boa que me jogassem na mão. O tempo passou e já fazem agora mais de vinte e cinco anos que empunho as baquetas(acredito que com mais paixão ainda do que no inicio, não por que esteja afastado da profissão, mas por que quando a gente se desobriga de algo, parece-nos que se reacende o amor pela música).
Pois bem, passei pelas mãos de inúmeros bateristas profissionais, professores, cada um dono de estilo de tocar mais respeitável que o outro. Entre eles citaria Roggero Chiareli de Piracicaba, Gilson Corsaletti de Londrina, Douglas Las Casas e Miriam Cápua de São Paulo, mas sempre tinha em vista que um dia iria ter que fazer aulas com o Zé Nazário, até que este dia chegou. Fui até o estúdio CODA no bairro de pinheiros logo quando cheguei em São Paulo em 1999 e entrei na sala do estúdio. Achei que fosse passar um puta papelão na frente dele quando me pediu para que tocasse algo para ele ouvir. Que nada..ele de cara se entusiamou e disse: - Bacana, vamos trabalhar então! e de cara me começou a passar os primeiros solos de caixa para acompanhar com bumbo e chimbal. Depois disso eu sei que foram anos tanto no CODA como na casa dos pais dele na Planalto Paulista em sua Gretsch Branca que tinha um som maravilhoso, estudando os mesmos solos, repassando.
Confesso que minha técnica foi ficando cada vez mais limpa e ele dizia: Carlão(eram como os amigos me chamavam em Pouso Alegre quando estudei no Cempa) - Você é baterista de Big Band.. é naturalmente pesado, não tem jeito. Mas nunca deixei de apreciar os comentários, conselhos e dicas que me dava. Muito mais que fazer aulas com o Zé, as suas experiências como baterista e sua natural personalidade de não se prostrar a música comercial em voga, fizeram ele chegar a John Stein, depois de passar por Hermeto, Grupo Um, John Mc Laughan, Pau Brasil, Duo Nazário, Zen, Ná Ozzeti e infindáveis artistas do mundo inteiro que ele acompanhou e para mim isso era o mais importante, a experiência de Zé Nazario.
Obviamente que o resultado junto de Stein , mais os músicos Koichi Sato e John Lockwood não seria outro que o segundo lugar nas paradas de Jazz americanos da revista Down Beat agora em Janeiro de 2010. Zé batalhou muito por isso e com o melhor:dignidade e conhecimento musical e artistico.
Confesso que neste momento estou ouvindo Raising the Roof e para mim ouvir a versão de "Moanin", com Zé "debulhando" a sua vassourinha me levou ao Art Blackey do Moanin Original que ouvi aos doze anos e que me levou lágrimas nos olhos, tal a originalidade da batida que ele conduz nos primeiros compassos. Este afoxe-maracatu-funk pareceu-me a sintese de todas os "grooves clássicos" :Flor do Sul , Acarajé ao Curry, feitos com Duo Nazário e que mereceu um justo encadeamento para o virtuosismo de John Stein. Zé tocando o Jazz bem americano me trouxe Elvin Jones de cara(o que raramente tinha visto fazê-lo, mas que desde sempre sabia-o conhecedor).
E não é só isso: em "Elvin" ele pareceu o Ademir da Guia fazendo gol contra o Corinthias de Rivelino no Pacaembú lotado: Só golaço!!! Em a "Child is Born" dá para perceber as nunces etéricas que consegue criar para o colorido da guitarra de Stein e o baixo de Loockwood. Quanto a Koichi Sato, o seu piano parece que nasceu na quinta avenida, no Village e ficou em Ipanema no Rio e por lá continua através desta gravação. Mas é em "Vivo Sonhando" que Zé Nazário mostra o que é bossa nova e como se toca o nosso Jazz Brasileiro.
Gente, este albúm para mim em poucos anos se tornará um clássico do Jazz americano e por que?
Um albúm que foi gravado como seu fosse em um "night club" , com muito desprentenciosismo e totalmente livre de egos musicais, juntando o "Who is Who" da cena musical intrumental mundial, só poderá ser um sucesso eternizado.
Parabéns Zé, parabéns Stein, Loockwood e Sato, um "Dream Team" de músicos de respeito que aos quarenta e cinco do segundo tempo fizeram o gol da virada.
Não é futebol que "é uma caixinha de surpresas" não, a música e os músicos do mundo é que nos surpreendem a gente tempo todo.
Veja mais em:
zeeduardonazario.com
Pois bem, passei pelas mãos de inúmeros bateristas profissionais, professores, cada um dono de estilo de tocar mais respeitável que o outro. Entre eles citaria Roggero Chiareli de Piracicaba, Gilson Corsaletti de Londrina, Douglas Las Casas e Miriam Cápua de São Paulo, mas sempre tinha em vista que um dia iria ter que fazer aulas com o Zé Nazário, até que este dia chegou. Fui até o estúdio CODA no bairro de pinheiros logo quando cheguei em São Paulo em 1999 e entrei na sala do estúdio. Achei que fosse passar um puta papelão na frente dele quando me pediu para que tocasse algo para ele ouvir. Que nada..ele de cara se entusiamou e disse: - Bacana, vamos trabalhar então! e de cara me começou a passar os primeiros solos de caixa para acompanhar com bumbo e chimbal. Depois disso eu sei que foram anos tanto no CODA como na casa dos pais dele na Planalto Paulista em sua Gretsch Branca que tinha um som maravilhoso, estudando os mesmos solos, repassando.
Confesso que minha técnica foi ficando cada vez mais limpa e ele dizia: Carlão(eram como os amigos me chamavam em Pouso Alegre quando estudei no Cempa) - Você é baterista de Big Band.. é naturalmente pesado, não tem jeito. Mas nunca deixei de apreciar os comentários, conselhos e dicas que me dava. Muito mais que fazer aulas com o Zé, as suas experiências como baterista e sua natural personalidade de não se prostrar a música comercial em voga, fizeram ele chegar a John Stein, depois de passar por Hermeto, Grupo Um, John Mc Laughan, Pau Brasil, Duo Nazário, Zen, Ná Ozzeti e infindáveis artistas do mundo inteiro que ele acompanhou e para mim isso era o mais importante, a experiência de Zé Nazario.
Obviamente que o resultado junto de Stein , mais os músicos Koichi Sato e John Lockwood não seria outro que o segundo lugar nas paradas de Jazz americanos da revista Down Beat agora em Janeiro de 2010. Zé batalhou muito por isso e com o melhor:dignidade e conhecimento musical e artistico.
Confesso que neste momento estou ouvindo Raising the Roof e para mim ouvir a versão de "Moanin", com Zé "debulhando" a sua vassourinha me levou ao Art Blackey do Moanin Original que ouvi aos doze anos e que me levou lágrimas nos olhos, tal a originalidade da batida que ele conduz nos primeiros compassos. Este afoxe-maracatu-funk pareceu-me a sintese de todas os "grooves clássicos" :Flor do Sul , Acarajé ao Curry, feitos com Duo Nazário e que mereceu um justo encadeamento para o virtuosismo de John Stein. Zé tocando o Jazz bem americano me trouxe Elvin Jones de cara(o que raramente tinha visto fazê-lo, mas que desde sempre sabia-o conhecedor).
E não é só isso: em "Elvin" ele pareceu o Ademir da Guia fazendo gol contra o Corinthias de Rivelino no Pacaembú lotado: Só golaço!!! Em a "Child is Born" dá para perceber as nunces etéricas que consegue criar para o colorido da guitarra de Stein e o baixo de Loockwood. Quanto a Koichi Sato, o seu piano parece que nasceu na quinta avenida, no Village e ficou em Ipanema no Rio e por lá continua através desta gravação. Mas é em "Vivo Sonhando" que Zé Nazário mostra o que é bossa nova e como se toca o nosso Jazz Brasileiro.
Gente, este albúm para mim em poucos anos se tornará um clássico do Jazz americano e por que?
Um albúm que foi gravado como seu fosse em um "night club" , com muito desprentenciosismo e totalmente livre de egos musicais, juntando o "Who is Who" da cena musical intrumental mundial, só poderá ser um sucesso eternizado.
Parabéns Zé, parabéns Stein, Loockwood e Sato, um "Dream Team" de músicos de respeito que aos quarenta e cinco do segundo tempo fizeram o gol da virada.
Não é futebol que "é uma caixinha de surpresas" não, a música e os músicos do mundo é que nos surpreendem a gente tempo todo.
Veja mais em:
zeeduardonazario.com
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