sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Billy Cobham:O Taurino Matador


Billy Cobham:mistura dos elementos percussivos e musicais que trouxeram ao Jazz, o Rock, o funk, a premissa de que técnica bem usada por um baterista pode criar nuances,paisagem,climas em cima de poliritimias, tempos assimétricos, compassos mistos.O primeiro baterista que ouvi usar todas estas caraterística foi Billy Cobham:um senhor baterista, dono de pegada de urso aliada uma a uma pata de "Bambi", ouvi-lo tocar um Jazz ao estilo Miles Davis(como em Milestones) e depois executar "Vital Transformation" da Mahavishunu Orchestra é como viajar para Marte e caminhar por seu clima avermelhado e voltar ao espaço em uma nave extra-terrestre.
Só o seu trabalho solo "Stratus" de 1974 com o guitarrista Tommy Bollin, já justifica o titúlo de "Maior Baterista do Mundo" que o mesmo carregou por décadas ao lado de monstros como Steve Gadd, Elvin Jones e Neil Peart.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Art Blackey:O Mensageiro do Jazz


Falar de Art Blackey para min é tarefa fácil:foi mais ou menos aos 10 anos de idade que ouvi histórias sobre ele, Buddy Rich e Gene Krupa através de um amigo de meu pai, o Antonio Victor de Maringá que fora músico profissional na década de 60.

Blackey para min foi o para o Jazz o que Ian Paice do Deep Purple foi para o Hard Rock, o mais pesado, o mais técnico o tipo de baterista com ímpeto e poder de chamar a atenção para o fundo do palco ou melhor para a frente do palco.

Dizer que o mesmo abriu a porta para músicos como Benny Golson,Winton Marsalis,MCoy Tyner no seu Jazz Mensagers é dizer pouco de Blackey, os novos músicos iam atrás dele por que el foi um ícone não só do Jazz, mas um ícone da sua raça.É como Magic Johnson no basquete ou Martin Luther King na política.

Temas como Moanin, Drum Thunder Suite e Cafe são representações não somente clássicas do estilo Hard Bop(que ele mesmo criou), mas inspiram tanto, que você como baterista depois de ouví-las será chutado de todas as bandas e artistas que aparecerem...e sabe por quê?...por que depois de ouvir Art Blackey você irá almejar ser o centro das atenções...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Zé Nazário:O Homen das Baquetas que falam!


Conheci o músico,compositor e instrumentista José Eduardo Pinto Nazário lá pelos idos de 1991 em Pouso Alegre-Mg em um workshop sobre a história da bateria , quando eu então lá cursava o segundo graú regular em música pelo CEMPA(Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre).


Anos depois, após ter passado pelas mãos de outros professores de percussão e já morando em São Paulo, comecei a estudar com ele no estúdio Coda(Pinheiros) e na casa de seus pais no bairro Planalto Paulista(zona sul) onde me ministrou durante dois anos e meio, não só bateria, mas filosofias de vida, de sobrevivência e caráter do músico brasileiro.

Ouvindo recentemente um de seus trabalhos com o grupo UM, "Reflexão Sobre a Crise do Desejo" de 1981 (com Rodolfo Stroeter,Lelo Nazário e o próprio) é que o "insight" devido veio, daquelas aulas em que nos debruçavámos no método de caixa de Wilcoxson e conversas inusitadas sobre música, músicos e palcos.


Zé Nazário tem vocabulário músical próprio.É como se falasse um dialeto do além, de outra dimensão que não a nossa.Apesar da influência de Hermeto, de Edson Machado e de Coltrane suas baquetas falam com tal convicção que é impossível contrariá-lo.Quando a pessoa é a própria música que toca e não casos como o meu que toco o que me pedem, cria-se um elo de auto-afirmação e respeito que não se pode ir contra.Este é o Zé Nazário e esta é a sua música.Uma ZEN música.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

My Blogs on the Web

This is two of my Blogs on the Web. Descendo o Sarrafo is a personal blog where i post reviews of bands, musicians and drummers.O Rock de Londrina is my personal view about the years of 87 until 98 in Londrina where i began my musical carreer.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

André Siqueira no Ouro Verde Dia 30/08: O Mestre e o Púpilo Juntos




O André Siqueira foi meu colega no curso de música da UEL na década de 90.Vim a conhecê-lo quando me apresentava no saudoso Bar Agua Viva, cujo proprietário o Seu Claudio ou Claudião, descobriu talentos como o Tevão, Paulo Godoy e muitos como Simone Mazzer, Ivo Pessoa, Cidão,Sabrina,Meyre que esporadicamente davam algumas canjas neste ponto que para min foi o último reduto da MPB pós Clube da Esquina,MPB Bar,Café Set e Coração Melão.


Quem via o Andrezinho cabeludo com uma guitarra Ibanez na mão junto da banda Oculto Azul de Paraguaçu Paulista, jamais poderia imaginar que hoje este mesmo pai de familia sai a tiracolo com uma viola nas mãos, fazendo sons inuzitados,etéreos que brotam do seu primeiro cd "Lithos" com uma naturalidade espontênea.


Obra do nosso mestre Mario Loureiro(que vim a cruzar dias destes em uma loja de música de Curitiba), que redimiu muitos cabeludos com camisetas do Dream Theater para a música brasileira de raiz, bem como para o Choro e demais estilos instrumentais.O curso de licenciatura da UEL foi crucial na vida de muitos músicos Londrinenses como o Luciano Silva,Marcos Turetta,Angelo Galbiatti.


Foi a partir dali que muitos deles finalmente puderam visualisar um rumo em sua própria arte e qual a visão mais acertada para as suas carreiras.


Um pouco de toda esta experiência vocês poderão ouvir no dia 30 no Teatro Ouro Verde de Londrina. Mestre e Pupilo juntos, não mais como aluno e professor, mas como colegas de profissão, colegas artistas...músicos de verdade.



quarta-feira, 13 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Essência - O Retorno (1986)


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O Essência na minha opinião foi para o Rock de Londrina, o que o King Crimsom foi para o Rock de Londres:altamente exprimental, fusão com o Jazz e pegada rock.

Formada por uma trupe musicalmente sem comentários, os nomes de Guto Caminhoto e Victor Lazzarini figuram atualmente no cenário da musica eletroacústica(leia-música contemporânea, uma vertente da música erúdita)como alguns de seus grandes nomes no Brasil.

Renato Alves, hoje arquiteto respeitável, marcou presença no Essência com grandes contribuições e improvisos no contrabaixo.André Gimenez, formado Faam e professor do curso de música da UEl na década de 90 era o responsável pela bateria e suas passagens jazzisticas e progressivas.

Mais tarde Vagner Nogueira,Cândido Lima, vieram substitui-lo nesta ordem.Também passaram por esta banda nomes com os compositores Bruka Lopes(guitarra) e Júnior Caminhoto(contrabaixo).