quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Nº5 - TSAHB Live


The Sensational Alex Harvey Band é fruto da geração Glam Rock Inglesa na década de 70.Banda originaria de Glasgow na Escócia, como os seus conterrâneos do Nazareth(banda que o guitarrista Zal Cleminson iria adentrar em fins dos 70)apavoraram o cenário Pop Rock com hits como "The Faith Healer" e "Dellilah". Mas "Vambo" é de longe uma das melhores intros do Rock n Roll. Usando de artíficios sonoros e teatrais o poeta e Freak Alex Harvey, atraia multidões e gravou programas com "The Whistle Test"(Show de TV da BBC),além de ter deixado uns 10 albúns clássicos para posteridade.Como Alice Cooper na América do Norte, Alex regeu uma multidão de garotos com suas perfomances absurdas e Rock n Roll chapado, tudo captaneado pela cozinha dos irmãos McKenna(Baixo/Bateria) e pela guitarra genial de Cleminson, aliás hoje aclamado guitar hero na Bretanha, que só não fora mais prestigiado, por que é dificil competir com caras como Clapton,Page e Townshend.Quem ouvir este albúm ou escutar outros como o "No Mean City" do Nazareth vai entender o que estou escrevendo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Meu Número Quatro:1982 Status Quo


Justiça seja feita:êta bandinha injustiçada.É óbvio que eles não compuseram Yesterday ou Lady Jane, mas fizeram "Mastchick Men" nos anos 60 e gravaram albuns memoráveis como Ma'Kelley Greasey Spoon e Dog of Two Heads no inicio dos 70.Este albúm na minha opinião é o atestado se sobrevivência de uma das mais antigas bandas britânicas em atividade até o momento.Graças ao gênio Francis Rossi e seu colega de vocais e guitarras Rick Partiff, o SQ passou por todas ás épocas sobrevivendo íncólume ao Rock Progressivo,a Dance Music, ao Punk Rock e ao Heavy Metal, fazendo o mesmo rock n roll básico de três acordes sem pretenções artisticas ou de criar alguma nova tendência no meio artistico inglês.Este album é um ótimo documento da passagem do Status Quo aos anos 80 já sem o seu baterisa original Jonh Couglham, mas ainda com o baixista Alan Lancaster.Faixas como Dont Fool Me, Get Out and Walk,Jealousy são um atestado de amadurecimento musical de gravação e produção sem perder o shuffle tão caracteristico do Quo.Ressurection no lado B é um bom exemplo disso e Dear Jonh à época era o Hit single do albúm de então com direito a clipe ao vivo com cenas dos Headbangers locais(aliás as bandas HB herderam a dança das cabeças desta mesma banda..).Quo é como AC/DC, um disco igual após o outro sem perder o entusiasmo, duas ou três marcas registradas no palco quer seja as pernas abertas com suas guitarras sendo golpeadas abaixo e canções com vocais melódicos.Eles são donos de um estilo próprio, reconhecível a kilômetros a mais ou menos 40 anos. Se compararmos 1982 ao penúltimo album de 2002 Heavy Traffic(20 anos de diferença entre um e outro) o estilo é básicamente o mesmo: Rock n Roll no talo!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Número Três:Street Rats-Humble Pie


Sabe aqueles discos que você encontra em alguma cidadezinha de interior, empoeirado lá no canto da estante quase amarelado pelo tempo? Pois é, este disco talvez seja o maior achado que se encaixa neste caso.A época quase nenhuma informação tinha a respeito do Humble Pie, a não ser que era a ex-banda do Pop star na época(estou falando dos anos 80 quando comprei o referido vinil) Peter Frampton.Veja bem:um album até certo ponto obscuro, mas que canções dos Beatles revisadas por este maluco cantor chamado Steve Marriot e que além de grande cantor de Blues/rock n roll, um estupendo guitarrista com um senso melódico além da conta.A gravação perfeita,som de bateria e baixo cristalino e crú, poucos overdubs(nada além de algumas guitarras).Tudo sujo e direto, blueseira casca grossa bem tipica dos roqueiros dos anos setenta:a faixa título é um exemplo disso.A sequência com Rock n Roll Music de Chuck Berry é de matar com seu groove pesado e solo de guitarra bem à carater.Road Hog é tipica da vivência de Marriot com o som Americano da época:violões folk,pitada country/funk e vocal alá Cocker/Joplin e seus inconfundíveis vocais blueseiros e fecham o lado A com Rain dos Beatles.Só o solo de guitarra e o coral gospel atrás desta versão justificam dizer que o Steve conseguiu fazer da música dos cabeludos de liverpool o que Bob Dylan fez com The House of Rising Sun de Dave Van Ronk:Torná-la inesquecível.
O Lado B começa suingado com There Is... e um ótimo naipe de Horns feito pelo músico de estúdio Mel Collins(Sax Tenor e Barítono) acompanhando a canção,Mel à época era daqueles top musicians que entre outros gravou para o Uriah Heep,Stones e Black Sabbath no album Never Say Die(o último com Ozzy nos vocais).Let Me Be Your Love Maker,reacendo o espírito revisionista com Marriot cantando ala Howlin Wolf,a bateria de Jerry Shirley fica na cara do gol junto dos riffs de Marriot parecendo conduzir um Trem cheio e vagaroso.Drive My Car(outra clássica de Lennon/MacCartney) emociona pela intencidade Blueseira e por transformá-la em um Country Waltz.Queens and Nums parece um Lou Reed londrino cantando as agruras dos tipos locais.Creio que depois deste albúm, nada mais que o Humble Pie fizesse seria o mesmo.Tanto é que só dez anos depois deste album (1975)veriamos o HP nos palcos novamente com o singelo nome de "Pocket Of Three".

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Número Quatro:High and Mighty-Uriah Heep


Bom, mais uma vez o critério setimental bate forte de novo:Considero que este album depois do Conquest(1980)o mais inúsitado e o que defina a fase mais criativa da banda.Muitos "Heepsters" de plantão, o consideram um albúm obscuro,até por que a line-up clássica do UH não se encontra neste albúm(que tinha Mick Box,K Hensley,David Byron,Gary Thain e Lee Kerslake).Foi uma época de recrutamento e união da criatividade harmônica do Tecladista/guitarrista Ken Hensley e do então récem egresso baixista e vocalista da banda King Crimson Jonh Wetton(que mais tarde iria formar o caça niquéis Asia,com ex-menbros do Buggles,Yes e EL&P).
One way Or Another é o exemplo máximo da parceria Hensley/Wetton, tanto que os vocais de David, só iniciam em Weep In Silence, um notável classico do Uriah que consegue sintetizar todo o feeling de desta banda em uma só canção:a intro com sua harmônia obscura, o solo de guitarra de Box na intro e os vocais impecáveis do quinteto britânico impressionam pela notável musicalidade e liberdade de harmonização.Em Misty Eyes, o gênio de Byron bota seu trimbre tenor alcançando agudos maravilhosos sem cair para os costurmeiros gritos estilo hard rock de Gillan/Halford ou Hughes.Mindnight, soaria como um hino se estivéssemos nos áureos tempos da New wave of British Heavy Metal, pois não é a toa que esta banda é reverenciada como os Avós do Metal Melódico.
Apesar de nada ter a ver com Metal, pois é uma das grandes Classic Rock bands de todos os tempos, o lado B faz um desabafo em tom de Rock n Roll:You Cant Keep a Good Band Down, fala do esforço de uma banda para se manter respeitada em seu meio.I Cant Stop Singing mostra um UH que poucos conhecem, com Funk e tubullar Bells.Em Make a Little Love a coisa pesa e mostra que a veia rockeira do Uriah sempre nos surpreende em cada albúm.
Talvez o que tenha acontecido após este albúm, é o que veio a definir o Uriah como uma banda de diversas Line-ups e com tantos músicos que passaram depois da saida abrupta de Byron e Hensley: Jonh Lawnton,Trevor Bolder,Chris Slade,Peter Goalby,Bernie Shaw,etc..

Meu Number One:Revolver - Beatles


Por quê Revolver é o meu número 1?
Primeiro por uma questão sentimental.Era o único album de vinil que a minha tia tinha em sua casa, minha mãe ouvia Beatles e Bob Dylan e Jonh Lennon(de vez em quando um Bee Gees e algo do Queen, por que ninguém é de ferro,não é mesmo?), minhas canções favoritas dos Beatles estão neste albúm:Tomorow Never Knows,Taxman,Your Bird Can Sing,She Said.Neste albúm os Fab Four fizeram o menú completo sem esquecer da sobremesa:Here There and Everywhere e Eleonor Rigby.Tem soul music alá Motown, tem a consagrada primeira versão "Yellow Submarine" e já existia um prenúncia de independência autoral de Jonh e Paul em Mr. Robert,canção que ao meu ver já preconizava "Im The Walrus", "Cold Turkey" e todas as porralouquices do Jonh Lennon solo.Ao meu ver, este albúm antes mesmo de Sgt. Pepper ou o White albúm já ditava regras.Foi o primeiro albúm de Rock n Roll a usar um citar Indiano(tocado pelo próprio George) e notadamente a capa de seu amigo particular e artista Klaus Voorman(que mais tarde ira fazer parte da Plastic Ono Band)deu toque final à sequencia iniciada por Astrid Kirshner(namorada do seu ex-colega de banda)nas fotos "exis" da capa de "With The Beatles".Na contracapa a imagem dos quatro de óculos escuros, denota que o efeito da fumaça de ervas já havia feito explodir uma criatividade fantástica na cabeça dos quatro.Soma-se a isso a influência de Lennon pelo Budismo Tibetano e de Paul pelas orquestrações notórias que o produtor George Martin inclui no albúm.
Pode-se notar que depois dele é que bandas americanas como o The Greatfull Dead e inglesas como Pink Floyd puderam notadamente fazer do desbunde psicodélico um meio trazer os elementos da estética contemporânea para a música pop de então.Só que Lennon e McCartney já sabiam disso antes de todo mundo, com o detalhe de que dos quatro, os mesmos o consideram como a melhor fase do Beatles em estúdio junto de seu albúm sequente:Rubber Soul.

Meu "Top Five" Albuns(Em Vinil)
















1 - Revolver - Beatles
2-1982 - Status Quo
3-Street Rats - Humble Pie
4-High and Mighty - Uriah Heep
5-TSAHB Live - The Sensational Alex Harvey Band

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Lembranças de Minas

http://www.youtube.com/watch?v=CyZWapHbY_Q

Pois é gente, graças ao amigo nosso de SP cconsegui capturar esta pérola aqui..1991 Pouso Alegre, Minas gerais..True&Blues no pedaço..heheh...